O ilheense Ailton Enfermeiro, profissional com longa trajetória na área da saúde, relembrou com emoção um período em que, segundo ele, a medicina e a enfermagem em Ilhéus eram mais humanas, éticas e comprometidas com o bem-estar das pessoas.
“Os médicos eram mais profissionais, equilibrados e respeitosos com os pacientes, acompanhantes e familiares. Havia amor pela profissão e verdadeiro compromisso com a vida. O mesmo acontecia com os profissionais de enfermagem”, afirmou.
Ailton destacou que, mesmo sem os avanços tecnológicos de hoje, o sistema público de saúde funcionava melhor. “Os hospitais e postos de saúde atendiam com eficiência, e quase não se ouvia falar em erros médicos ou negligência”, recordou.
Ele também trouxe lembranças de uma época em que o raio-x era todo manual. “A gente apertava o botão da máquina, tirava o filme da chapa, colocava no revelador, depois no fixador e, por fim, deixava secar no varal”, contou.
As cirurgias também seguiam o método tradicional, realizadas com bisturi na mão pelos cirurgiões gerais. “Eles operavam com técnica, precisão e muito zelo pelos pacientes”, disse.
Para o enfermeiro, olhar para o passado é uma forma de refletir sobre o presente. “A medicina e a enfermagem precisam resgatar o amor, o respeito e a humanidade que sempre foram a essência dessas profissões”, concluiu.

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